Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Capuchinho

Roer as unhas
Até doer
E deixá-las crescer
De novo
Dizer o que me apetecer
Foder com quem quiser
Partir o ovo
Comer o Ovo
Ser comido pelo lobo
Pelo caçador e pela avozinha
Deitar fogo na cozinha
Deixar o leite verter por fora
Ir embora
E voltar
Não me perder no bosque

(Abusar do infinitivo
In-fi-ni-ta-men-te)

Catrapuz!
Cair
E levantar-me
Despir o capuz
Assoar (ruidosamente) o nariz
Coçar onde é preciso
Não ter juízo nenhum

(senão o dom da palavra
[certa)

Deitar fora o cabaz
Sem saber o que ele traz
Não adormecer pelo caminho
Contar carneirinhos
Um carneirinho
Dois carneirinhos
Um carneirinho
Sozinho
Calar. Escutar cada ruído
E aprender
A ser (no imperfeito)
O Capuchinho.

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

The Crying Light

Let I
Shy cry
Under the light
Let I
Cry sight
A child at night
I can
Have courage
To receive your love
I can
Step steps
Follow my blind
Inside
My self
The secret grows
My own
Shelter
Agony goes
I was born to adore you
As a baby in the blind
I was born to represent you
To carry your head into the sun
To carve you face into the back of the sun
A&TJ
(ainda a descobrir -e a saborear- lentamente o último album)

O Mar o Mar o Mar (2)


O mar a voar
(cliquem na foto para ver melhor)

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

PARTIDAS DE CARNAVAL


E eis que as nossas instituições democráticas decidiram aderir às comemorações do Carnaval e pregar algumas partidas. Penso que é disso que se trata, brincadeiras de mau gosto. Mas, como diz - e bem - o Ricardo Araújo Pereira, para haver uma brincadeira de mau gosto, é preciso que esta reúna duas características: ser de mau gosto e sobretudo, ser brincadeira. Não se tratando disto, parece-me grave, não só por se tratar de um acto de censura, mas porque se trata de ignorância, da mais elementar. E é preocupante pensar isso, quando dependemos destas mesmas instituições. Mas talvez isto seja a ponta de um iceberg de uma sociedade que padece - para além de uma crise económica/financeira recente - de uma outra muito mais antiga e muito mais grave. Ou talvez não e isto seja só uma partida.

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

"As observações e as vivências do solitário que só fala consigo próprio são simultaneamente mais indistintas e intensas do que as do homem social e os seus pensamentos são mais graves, mais fantasiosos e nunca sem uma coloração de melancolia. (…) A solidão cria o original, o belo ousado e estranho cria a poesia." TM

Excerto encontrado na re-leitura de alguns mails recebidos e enviados.

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Uniário

Estado sem dizibilidade, nem expressão.
Sem perspectiva, nem vontade, energia ou determinação.
Egocêntrico concêntrico e, paradoxalmente, descentrado disperso.
Parado, num semáforo, avariado, preso num elevador, avariado.
A olhar para o outro lado da estrada, para o botão de alarme
Para o relógio. Para o prédio da frente – reflexo deste mesmo.
Salto falhado entre dois planaltos. Plano falhado entre dois saltos.
JATH

Domingo, Fevereiro 15, 2009

O Mar o Mar o Mar


(e a minha máquina que voltou a funcionar)

Sábado, Fevereiro 14, 2009

Aos e às Habitantes

http://www.youtube.com/watch?v=bWh_6bZ5xns

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Então tu olhaste depois sorriste
abriste a janela e voaste.
SG

Domingo, Fevereiro 08, 2009

My name is Harvey Milk and I'm here to recruit you!


Dan White: Society can't exist without the family.
Harvey Milk: We're not against that.
Dan White: Can two men reproduce?
Harvey Milk: No, but God knows we keep trying.

do filme Milk, de Gus Van Sant